CRISTOLOGIA
Tomas de Aquino: Catena aurea
São Jerônimo: PARÁBOLA DAS DEZ VIRGENS
Juan de la Cruz: O AMIGO IMPORTUNO (Lc XI, 5-13)
Y así, sólo debe poner los ojos y el gozo en servir y honrar a Dios con sus buenas costumbres y virtudes, pues que sin este respecto no valen delante de Dios nada las virtudes, como se ve en las diez vírgenes del Evangelio (Mt 25, 1-13), que todas habían guardado virginidad y hecho buenas obras, y porque las cinco no habían puesto su gozo en la segunda manera -esto es, enderezándole en ellas a Dios-, sino antes le pusieron en la primera manera, gozándose en la posesión de ellas, fueron echadas del cielo sin ningún agradecimiento ni galardón del Esposo. Y también muchos antiguos tuvieron muchas virtudes e hicieron buenas obras, y muchos cristianos el día de hoy las tienen y obran grandes cosas, y no les aprovecharán nada para la vida eterna, porque no pretendieron en ellas la gloria y honra que es de sólo Dios. (Subida del Monte Carmelo 3 27)
GNOSTICISMO
Antonio Orbe: Parábolas Evangélicas em São Irineu
Tem pontos de contato com a parábola dos servos vigilantes. Em ambas figura a recomendação de velar: na dos servos, e na das virgens. Orbe não a estuda por não considerar maior tratamento em São Irineu.
Roberto Pla: Evangelho de Tomé - Logion 75
Quando dizemos “vinda”, dizemos com o Evangelho, reconhecimento do que “em nós está”, pois a VINDA DO FILHO DO HOMEM não implica nele se mover senão em descobrir em nós. Mas para que esse descobrir, que começa em leveza com a unção da presença, sirva de trânsito para a vinda, é preciso fazer o mesmo que se ensina em Jacó: ungir a pedra pressentida como monumento, como altar do céu, e consagrar-se na adoração ou contemplação sustentada, insistente e firme até a absorção bem-aventurada. Como dizia o salmista a Davi: “Deus, teu Deus, te ungiu com óleo de alegria” (Sl 45,8; Hb 1,9).
Tudo isso é o que há que entender da parábola das dez virgens que relata Mateus. Das almas purificadas das que ali se fala, a metade delas recebem a qualificação de "prudentes", quer dizer, bem dotadas para discernir entre o bem e o mal, as duas vias que se descobre quando se come da árvore do Paraíso; e as outras virgens, são néscias, não prudentes, por carecer do discernimento que outorga a possessão de tal virtude cardinal.
Segundo se conta, na vinda do noivo místico com o qual há de transpôr a porta das bodas, resultou que as almas prudentes haviam ungido sem cessar a pedra erigida em monumento, o Cristo de Deus, e tinham em sua lâmpada própria e incluso em suplemento, azeite bastante para discernir o lugar do banquete. As outras virgens, escassas de luz em sua lâmpada, pouco trabalhadas de unção, não alcançaram a reconhecer, no momento supremo, ao Filho do homem, isto é, não conheciam sua Palavra.
Como a parábola se refere, sem dúvida, a umas almas muito avançadas em seu Caminho "em" Cristo, posto que eram recipiendárias da unção vertida pelo Espírito do Senhor, há que suspeitar que o sentido parabólico alude a que ninguém pode estar seguro do bom termo de seu processo evangélico até que a "Torre" da unidade fique configurada em uma peça única. Entrementes, é necessário seguir o conselho de Jesus "Vigiai e orai" (Mt 14,38).
Evangelho de Tomé - Logion 103
Quando Jesus diz no evangelho: “Vigiai, porque não sabeis que Dia virá vosso Senhor”, abre a boca em parábola em várias direções distintas, porque o Senhor, o Cristo interior, eterno, é o Ser, o dono de vossa casa, a essência de vós mesmos, o Eu-real-que-és; e se diz: “não sabeis que Dia virá”, o que adverte é que o homem não sabe qual é a percepção perfeita, luminosa (Dia), interior, que é em si mesma igual ao ato de conhecer, ou melhor, reconhecer, o Eu real, verdadeiro, o Ser ; e se diz: “Vigiai, estais despertos”, o que pede não é uma abolição do sono, senão um estar atento, vigilante, a todos os “acontecimentos” da alma.
Estes aconteceres, determinações da alma, há que desmascará-los, “descobri-los” como são, meros apegos adventícios que tomamos como a alma mesma a qual impurificam. E se diz: “Vigiai”, é porque Jesus sabe que quando esses apegos cessam, terminam; quando todos são reconhecidos como apegos, aí está a contemplação pura, diáfana, do Ser, pois esse é seu Dia na paz nova da alma.
Também quando o evangelho diz: “estejam vossas lâmpadas acesas”, fala em parábola, ou melhor, como no logion, diz: “reuni vossa força”, Jesus chama “lâmpada”, ou “força”, à manifestação do Espírito de Deus, acumulada na consciência do homem, como uma aureola ou coroa que se cinge sobre sua cabeça feita ouro.
Isso ocorre quando o homem “recebe a unção” e reúne os ensinamentos espirituais de conhecimento e unidade, pois essa é a natureza da mistura do azeite a ungir, que por ser azeite se esparrama sobre o homem inteiro, Assim como o conhecimento é amor, é também unidade, e por ser unidade é a luz do perfeito. Por isso disse: “Recebereis a força do Espírito que virá sobre vós”.
GURDJIEFF
Maurice Nicoll: ''A PARÁBOLA DAS DEZ VIRGENS